Muda de vida se não te sentires satisfeita!

MUDA DE VIDA SE NÃO TE SENTIRES SATISFEITA,

já dizia António Variações

Havia algo que me faltava. Era uma sensação de insatisfação constante apesar de aparentemente ter tudo o que precisava. A verdade é que não estava a investir a minha vida naquilo que era verdadeiramente importante.

O que é verdadeiramente importante para ti Agora?

E estás a colocar o que te faz feliz e te realiza na tua vida em primeiro lugar ou andas em piloto automático numa espiral de ansiedade, reatividade, desesperança e nem tens tempo para pensar nisso?

Sempre tive um medo muito grande: o medo da escassez. Sinceramente não sei de onde veio porque, felizmente, os meus pais nunca me faltaram com nada mas era um medo que me assombrava – que me faltasse algo a mim ou ao meu filho. Então os primeiros anos de vida do meu filho foram com este medo: sempre a correr, em piloto automático, em stress porque nada nos podia faltar. Controlava tudo e todos.

Nessa altura trabalhava numa multinacional, eram muitas horas de trabalho, muita pressão, um ambiente de competição constante, ganhava bem – é certo – mas chegava a casa completamente esgotada e a más horas, nem conseguia ouvir e estar com o meu filho. A minha paciência era muito pouca e tudo o que ele fazia era considerado desobediência.

E era mesmo um stress: primeiro não queria entrar no banho, depois não queria sair do banho, … a rotina engolia-me e fazia-me estar completamente ausente quando estava com o meu filho. O meu nível de presença era pouco ou mesmo nada.

Não podia parar. E discutia constantemente com o meu filho.

Se estás em discussão constante com o teu filho é bom fazeres estas questões a ti própria: Como é que eu estou? Como é a minha rotina? Como me nutro? Qual o meu nível de realização em cada área da minha vida?

Naquela altura fartava-me de gritar e castigar o meu filho. E juro que até tentava fazer diferente mas o cansaço era tanto que não conseguia mudar.

E o meu filho estava cada vez mais desafiante e desregulado. Até que surgiu com sintomas que me levaram a começar a questionar onde andava a colocar o meu foco de atenção: atraso na fala, gaguez, agressividade, impulsividade, ansiedade, agitação… e tão resistente, tão resistente a tudo.

Neste momento houve uma altura em que fui obrigada a parar pois tive que retirar a tiroide por suspeitas de um tumor. Tinha 27 anos. Nos 2 meses que fiquei em casa a recuperar (felizmente não era maligno) percebi que não podia continuar como estava.

Disse “Basta” e decidi que tinha que fazer mudanças na minha vida. Não podia continuar a chegar tarde e a más horas, cansada, sem paciência, a casa. Nessa altura o meu filho era um dos últimos a sair da creche. Era algo que, apesar da minha inconsciência da altura, sentia que não era certo. Estar 11 horas numa creche!
Aos seus 2 anos de idade sai da multinacional onde ganhava 2000 euros na altura e decidi ser empresária. Porque queria ir buscar o meu filho à creche. Porque sabia que a minha não-presença estava a impactar no meu filho. Eu sabia. Foi preciso foi uma grande dose de coragem porque não tinha grande fundo de maneio e tinha que ajudar a prover a família.

Coloquei a minha família, o meu filho, em primeiro lugar. A controladora cheia de medo da escassez decidiu que bastava. Sabes… sentia que estava a morrer aos poucos se continuasse ali.

Confesso que quando me despedi houve uma parte minha que me dizia que estava a saltar para um precipício e que me ia estatelar. Ok, tinha mais ou menos planos para o que ia fazer mas, ainda assim, será que ia correr bem?

Depois de trabalho árduo tornei-me assim, muito resumidamente, numa empresária de sucesso. Ganhei muito dinheiro e tinha tempo para estar com o meu filho. Foi algo que me trouxe uma sensação muito grande de realização. E mais importante: pude ajudar o meu filho a ultrapassar os seus sintomas.

E com a minha atenção, presença e ajuda o meu filho começou a aceder a outro estado. Mais calmo, sereno, equilibrado. E sabes o que descobri? A resistência da criança é falta de conexão, é um pedido de ajuda!

Conto-te isto porque tenho falado com mães muito cansadas, esgotadas, em “burnout”, que estão muito preocupadas com os comportamentos dos seus filhos mas que preferem ficar na sua zona de conforto porque têm medo. Medo da escassez, medo do desconhecido, medo que a vida não as apoie e por isso ficam onde estão. Porque pensam que não podem sair daquele lugar escuro. E são legítimos esses medos.

A vida acompanhou-me. Seguir o meu sentir, o meu instinto, levou-me a ter oportunidades e fazer coisas que nunca sonhei. Mas o mais importante: foi ter espaço e tempo para acompanhar o meu filho.

Há 6 anos voltei a saltar novamente para o “precipício” quando tomei a decisão de seguir mais uma vez o meu instinto e encerrar a empresa que me tinha dado tanto.

Alguns chamaram-me de louca mas aquela sensação de “morrer aos poucos” estava a começar a aparecer e eu senti que era a hora. E foi assim que materializei aquilo que considero ser o meu propósito de vida: ajudar as crianças a serem livres para serem quem são através dos seus maiores especialistas, os seus pais.
Não vou romantizar: o caminho não é sempre a subir – há obstáculos, há medos, há dúvidas, há muito trabalho mas há uma verdade que supera tudo: sentes-te viva!

Viva!

E quando coloco tudo em retrospetiva descobri algo maravilhoso: quando saltas para aquilo que pensas que é o “precipício” lá em baixo há uma rede, há uma rede que te ampara. Há uma rede que não te deixa estatelar e desmembrar. A vida apoia-te. A vida acompanha-te. Quando segues o teu sentir, o teu coração, quando tens a ousadia de avançares, há uma mão que te ampara e te suporta.

E por isso quando acompanho mulheres que estão ou querem mudar de vida porque sentem que não estão a ser as mães que sonharam ser, sinto o meu coração expandir. Sinto mesmo o meu coração expandir. Ajudá-las a descobrir o seu potencial, a desconstruir uma série de crenças que as impedem de avançar, a atravessar os seus medos de falhar, de cair, do julgamento, etc… é algo brutal para mim porque sei que para além de acederem ao seu potencial vão ajudar os seus filhos a fazer o mesmo.

É lindo!

“Mas não há tempo, não há dinheiro, ainda não é o momento”. Estas são as desculpas que normalmente utilizamos para não avançar. Esquece! Isso não são os verdadeiros obstáculos. Eu sei que poderá até ser ofensivo para algumas pessoas o que estou a partilhar porque têm mesmo pouco dinheiro e contam todos os meses os tostões. E o que te posso dizer é que eu também já estive ai. Eu sei o que é isso. E sei que dá um medo daqueles. Mas se o chamamento para mudar vem de dentro não hesites.

Se houver trabalho, disciplina, foco há uma rede que te ampara.

O CANSAÇO DE UMA MÃE IMPACTA NO SEU FILHO

MUDA DE VIDA SE NÃO TE SENTIRES SATISFEITA POR TI E PELO TEU FILHO!

Vou iniciar a 4ª edição do meu Programa em Maio. Se sentires que chegou o momento de colocares a ti ou à tua família em primeiro lugar agenda a sessão estratégica gratuita aqui: www.carlapatrocinio.com/agendamento

A tua Coach Parental,

Carla Patrocínio

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