A minha verdade é esta, e a tua?

Já há muito tempo que não escrevo por aqui… mas nas últimas semanas a Vida trouxe-me esta pergunta muitas vezes: qual é a tua verdade? o que te move afinal? qual é o centro do teu propósito?

Então foi desconstruir novamente tudo. E se por um lado, odeio ser fundamentalista, por outro, há verdades que não posso continuar a calar. E ainda que não as consiga sempre materializar na minha vida (sim, às vezes também sou incongruente) são elas que me movem e que dão sentido a tudo o que vivi e que hoje em dia sou.

Então afinal qual é e minha verdade?

Vou ser um bocado bruta mas encara como “tough love”. 

E a verdade é:

Não há crianças/ jovens com problemas. Quem tem os problemas somos nós. Há um sistema com problemas. Um sistema que no “alto do seu pedestal” tem medo de ser destruído. Um sistema que procura obediência a qualquer custo porque todo e qualquer ato de desobediência ameaça a sua manutenção. Um sistema patriarcal que simplesmente está focado em produzir, fazer, metas, objetivos. Tudo o que coloca em causa o seu funcionamento é mal visto.

Vivemos uma espécie de hipnose coletiva. O mais importante é o desempenho comportamental e escolar das crianças. O foco de atenção das respostas mais tradicionais é resolver o comportamento e desempenho escolar das crianças.

A sério???? Really?

A maioria de nós portou-se bem e realizou cursos superiores e onde é que isso nos levou?

Estás feliz, realizado, pleno?

Ou sentes um vazio, cansaço, escuro que não consegues explicar?

Depressão, Neurose, Ansiedade, Perturbações Mentais…. parece que cada vez existe mais disto.

Vamos lá, olhar as coisas de frente: Não são as crianças que estão desatentas, agitadas, ansiosas, impulsivas, … SOMOS NÓS!!!!

NÓS, ADULTOS, é que vivemos cegos, surdos e desconectados da nossa alma. E depois criamos seres desconectados da sua alma.

O que é que a tua Alma te está a pedir? 

Responde a esta pergunta e esquece lá a mente… porque essa vai achar a pergunta estúpida … ouve aquela parte de ti que sabe…. TU SABES!

Sim, é verdade, não é fácil ouvir essa parte porque o sistema ensinou-nos a estar atentos só à nossa mente. A mente é que tem razão.

E claro, a mente é importante, não é para descartar, mas a verdade é que também pode ser a nossa pior inimiga. A nossa mente vai dizer que tudo vai correr mal e que o futuro dos nossos filhos vai ser uma porcaria e cenários dantescos…  e vamos ficar no purgatório… eu sei lá… Tanto lixo que nos condiciona.

Que apareçam cada vez mais crianças que nos desafiam

Que apareçam cada vez mais crianças que nos retirem do centro

Que apareçam cada vez mais crianças que coloquem em causa as nossas verdades

Que apareçam cada vez mais crianças desobedientes

Porque é urgente!

É URGENTE OLHARMOS PARA NÓS!

E o estado emocional dos educadores (pais e professores) conta muito mais do que aquilo que se fala

Não era pelos comportamentos das crianças que devíamos começar

Era pelo nosso

Respondemos aos seus comportamentos desobedientes conotados de “mal educados” com gritos, castigos, ameaças e subornos!

Isto é ser bem educado? Será este o exemplo mais indicado? E afinal: está a resolver a questão a longo prazo?

Desenvolvimento Pessoal para todos, devia ser obrigatório!

Vamos à procura de estratégias, dicas, ferramentas lá fora.

Lemos livros, vamos palestras, pesquisamos na internet.

Somos uns verdadeiros especialistas! Sabemos tudo!

Só que esquecemo-nos de uma coisa simples:

INFORMAÇÃO NÃO QUER DIZER TRANSFORMAÇÃO!

Para isso, querido educador/a, tens que meter a mão na massa

E às vezes, não é fácil. Não há tempo, dinheiro, ainda não é o momento. Essas desculpas que todos damos (eu também ; ))

E depois é o sistema que nos passa a mensagem que temos de encontrar soluções rápidas e eficazes. Só que a maioria delas não estão focadas em desenvolver uma autoestima saudável na criança. Estão centradas que a criança se comporte corretamente na sala de aula, que se sente direitinha à mesa, que não responda à professora, que se cale e fique quietinha, que pertença a um determinado padrão – que é cada vez mais exigente.

Foi preciso uma coragem daquelas: VISCERAL! Uma  coragem para criar uma bolha à minha volta e ouvir aquela parte de mim que sabe. Que sabe qual o caminho certo!

E agora vou partilhar uma coisa que nunca confessei: o meu filho desde os 3 anos que deveria tomar medicação. Nunca lha dei.

E mais uma vez: não julgo ou condeno quem dê. Sinceramente, até acho que essa discussão nos desfoca do principal. E até acho que há crianças que precisam.

O que tenho pena é que nos esqueçamos de olhar para o sistema que acolhe e apoia as crianças.

Fico é triste que, em simultâneo, não procuremos , enquanto sociedade, colocarmo-nos em causa e trabalhar a Aceitação.

Mas porque raio temos há uns que são superiores aos outros? Porque não podemos aprender sem ser sentados e quietos?

Aceitar cada criança tal como é.

Procurar o seu potencial e não falha.

Desvendar a necessidade e não o erro. É o meu sonho.

Só que para aceitarmos as crianças tal como são, e aqui a “porca torce o rabo”, precisamos de nos aceitar. Precisamos de nos aceitar. Pois é…

Precisamos de saber quais os nossos limites e comunicá-los sem ser de forma violenta (eu ainda estou em aprendizagem…).

E isso, com a educação que tivemos, com o sistema que temos, isso é tão difícil.

Porque temos de voltar ao nosso passado, revisitar a criança que fomos, fazer as pazes com os nossos pais, conhecer a nossa sombra, aprender a atender as nossa necessidades que não foram satisfeitas.

É um caminho duro… é preciso compromisso, disciplina, foco, tempo, paciência,…. qualidades que hoje em dia não são muito desenvolvidas…. mas é tão LIBERRRRTADORRRRRRRRRRRR…….

Libertas-te das amarras que te prendem

Libertas-te das vozes que te culpabilizam

Libertas-te dos medos que te condicionam

Libertas-te aos poucos mas consistentemente

E encontras … ao princípio de forma envergonhada, depois muito clara, aquilo que nasceste para ser

Estás livre para seres quem és! ESTÁS LIVRE!

E dás finalmente permissão ao teu filho para ser quem é!

Então o cerne do meu propósito, aquilo que me move é: UM MUNDO ONDE TODAS AS CRIANÇAS POSSAM SER ACEITES TAL COMO SÃO!

E é nesse sentido que hoje te peço:

Ouve aquela parte de ti que é sábia

Ouve aquela parte de ti que é Amor – que sabe que está tudo bem!

OUVE AQUELA PARTE QUE SABE QUE O TEU FILHO NÃO PRECISA TER NADA, SER NADA, FAZER NADA, PARA SER AMADO TAL COMO É!

Como fazer isto?

Tens de mergulhar, reeducar-te, centrar-te, reencontrar-te. É fácil?

Talvez não. Mas, caramba, é tão LIBERTADORRRRRR!

A Páscoa significa Renascimento – este é o momento ideal para dar um novo sentido à nossa vida. Acalmar a nossa alma e ouvir a nossa voz.

Esta partilha  significa o meu Renascimento – mais perto da minha verdade, fiz novos compromisso internos. E a tua verdade, qual é?

E a do teu filho?

Se quiseres dar esse mergulho no sentido de ouvires a tua voz, se sentires que este caminho é para ti, agenda aqui uma sessão estratégica individual gratuita comigo: http://www.carlapatrocinio.com/agendamento

Vamos conversar sobre como ativares o modo Aceitação!

P.S- Uma curiosidade: a menina na foto acima é a minha criança, sou eu. Porque achas que coloquei essa foto a acompanhar este artigo? ,; )

Abraço apertado,

Carla

 

 

 

 

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